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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007
Polémico e estranho "pirilau"

Por Mayra Fernandes

No alto do Parque Eduardo VII, em Lisboa,  está um dos monumentos mais votados nas “Grandes Aberrações” e até lhe chamam o “pirilau”. Mas João Cutileiro, o autor da obra, lembra que “o jacto de água do Lago de Genebra tem uma ejaculação muito maior”.

Quem sobe o Parque Eduardo VII e se coloca ao lado do Memorial ao 25 de Abril tem uma vista privilegiada de uma Lisboa de mamarrachos e maravilhas, onde não ouve o bulício da cidade, nem as buzinas que soam na rotunda do Marquês de Pombal mais abaixo. Os turistas perdem-se de amores pelo jardim que desce até à rotunda e no panorama têm o Castelo e o rio a tentarem contrariar qualquer monstruosidade. Mas ninguém se apercebe do monumento que muitos consideram uma das coisas mais feias de Portugal.
Adjectivada de todas as formas, “pirilau” é, no entanto, a designação mais comum a que João Cutileiro já está habituado e “até acha graça porque é sinal de que há uma grande carência de pirilaus neste país. Perante as dúvidas do povo em relação à mensagem que o memorial pretende passar, o escultor não diz palavra, considera que a peça representa-se a si mesma e revela um certo desconforto em relação aos outros escultores que falam sobre o que fazem.
(...)
Idalina Sousa tem uma banca de panos e toalhas tipicamente portugueses, está aqui há cinco anos e não entende o memorial. Nem ela nem as pessoas que passam de visita e que “perguntam sempre o que é isto”. Para a vendedora podiam ter feito “uma coisa melhor neste sítio, porque isto não diz nada, nem aqui, nem noutro lugar”. Dos turistas que a indagam sobre o memorial, os espanhóis são os que gostam mais, “mas os ingleses e os americanos não, principalmente quando dizemos que lhe chamamos ‘pirilau’, ficam escandalizados”, explica.
Enquanto compra uma toalha com o Galo de Barcelos no padrão, Virgínia Gomes de Castro elogia o lugar, a praça, a vista, que são “belos, mas o monumento é bruto”. A arquitecta brasileira veio conhecer Portugal e ficou maravilhada com o Botero. Já o memorial não corresponde ao pedido que foi feito: “Está escondido, é pequeno e quando chegamos perto vemos que é feio, parece uma peça brutalista, mal acabada, sem leveza nenhuma”.
(...)

A obra que à primeira vista pode parecer apenas um amontoado de pedras sem significado também suscita outras interpretações: “No meio está o suporte (Portugal) e à volta estão cinco hastes, representando possivelmente a ex-colónias em África que dependiam de Portugal”. Esta é a explicação dos italianos, Laura e Giovanni, que estão em Portugal pela primeira vez e ficaram surpreendidos com o nome popular do monumento. Laura é estudante de arte e considera importante ter algo “novo a que se pode dar um significado e ter algo anterior a isso, a mistura dos dois é muito boa para a cultura do país”.

(...)

O autor afirma que a estátua “não foi feita para se gostar ou não”, contrariando a posição da maior parte das personalidades contactadas pelo “T&Q”.
Aos 70 anos, João Cutileiro recebe bem a crítica e quando questionado sobre como reagiria se soubesse que uma das suas obras foi sugerida no programa escolar dos alunos de Arte responde que o País “é de gente envelhecida, não tem grandes estudos sobre criadores anteriores”, por isso, não acredita que alguma coisa sua possa ser estudada num plano curricular.
....
publicado por talequalmente às 13:30
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1 comentário:
De Kruzes Kanhoto a 24 de Agosto de 2007 às 22:00
O nosso pirilau é melhor que o vosso!!!! Ver aqui http://kruzeskanhoto.nireblog.com/post/2007/08/22/um-dia-o-repuxo-vem-abaixo

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