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Portugal não é só um país de maravilhas. Anda por aí muita coisa a precisar de arranjo: nódoas urbanísticas, atentados ao ambiente, estradas perigosas, poluição, espécies ameaçadas, etc. O "Tal&Qual" conta consigo para apontar as aberrações a precisar de acção mais rápida. Neste blog, pode consultar as escolhas de alguns convidados, indicar as suas, comentar, debater e até votar. Ajude-nos a chamar a atenção para o que está mal.
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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007
Quarteira vence “As Grandes Aberrações”

Durante dois meses o “T&Q” convidou um vasto leque de personalidades aptas para eleger as piores coisas do País a nível arquitectónico. Após mais de cem contactos as considerações foram muitas, com avaliações bastante originais. Mas só sete podem fazer parte desta lista.
As escolhas dos convidados para a eleição dos “mamarrachos” raramente coincidiram com a opinião dos visitantes. O blogue deu voz à posição dos portugueses, que ao discordar das sugestões das personalidades contactadas pelo “T&Q”, deixavam também as suas.

Quarteira, no Algarve, foi sempre a líder na iniciativa. Com 15 votos esta cidade foi classificada de todas as formas.

No segundo lugar ficou o prédio “Coutinho”, o “ninho” que os vianenses não querem que se mexa.

Ainda no pódio está o “inexpressivo” monumento ao 25 de Abril, no alto do Parque Eduardo VII, em Lisboa, mais conhecido por “pirilau”, do escultor João Cutileiro.

Apesar de outros estádios do Euro 2004 terem sido sugeridos, nenhum obteve o número de votos como o Estádio Alvalade XXI, do Sporting Clube de Portugal. Foi o quarto “mamarracho” mais votado nesta iniciativa.

O busto de Sá Carneiro,  na Praça do Areeiro em Lisboa ficou em quinto lugar.

Na Baixa de Lisboa está a sexta “aberração”: o Largo do Martim Moniz.

No Cais do Sodré o edifício da Administração do Porto de Lisboa (APL) que “torna o Tejo invisível” é a sétima “aberração”, ainda  em fase final de construção, na zona ribeirinha de Lisboa.

publicado por talequalmente às 15:53
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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007
"O meu estádio é bonito"

Por Mayra Fernandes

À entrada de Lisboa está o Estádio Alvalade XXI com um jogo de cores que "choca" os inquiridos das "Grandes Aberrações" e por isso lhe dão o título de "mamarracho". Mas para os sportinguistas o estádio é "lindo, tem vida e alegria".

No ínicio da 2ª circular, ao entrar em Lisboa, quem vem do norte do Paísdepara-se com o Estádio Alvalade XXI, do Sporting Clube de Portugal, que em tons fortes de amarelo e verde dá as boas vindas e parece chamar a atenção de toda a gente. Concebido pelo arquitecto Tomás Taveira, para o campeonato Europeu de Futebol de 2004 (...) É o exterior deste espaço que mexe com a sensibilidade visual das pessoas e coloca o Estádio na lista das "Grandes Aberrações" do "T&Q". Mas se a uns fere aos adeptos do clube nem por isso.

"O meu estádio é bonito! E cor? Cor quer dizer vida, alegria, por isso quanto mais melhor", justifica André Reis, de 16 anos, que anda por aqui de bicicleta e não vê nada de errado no Estádio e concorda ainda menos que ele seja uma aberração. Assim como André, muitos sportinguistas defendem com unhas e garras as cores que outros dizem não serem as originais do clube.

"Estar numa lista dessas é cómico, há coisas bem piores no país", argumenta João Gonçalves (...) De mão dada com a filha de três anos, que é sportinguista "só quando está com o pai", João Gonçalves é de opinião que o Estádio do Benfica e o Estádio Nacional fazem menos sentido: "Já viram aquilo, não parecem com nada, não dá para identificar".

Palmira Rolo, enconstada a um pilar da paragem de autocarros do Campo-Grande, está à espera do transporte que a levará para casa depois de um dia de trabalho e aprecia o estádio do clube do coração: "Vejo-o todos os dias, é lindo". (...) Quando questionada pelo "T&Q" se gosta do aspecto da obra de Tomás Taveira não hesita na resposta: "Gosto do verde e o amarelo é paz, vermelho é guerra" e acrescenta: "Se eu for ao Estádio do Benfica é pior, é só ferros".

(...)

"Chocante"

Daniel e André, de 14 e 13 anos respectivamente, vieram ao "bowling" e das cores que o Estádio tem só tiravam o amarelo "porque choca um bocadinho". (...) A tia que os trouxe já não é da mesma opnião: "Acho horrível, fica aqui um mamarracho no centro da cidade". Não é especialista em arte mas garante que não é preciso nada disso para entender que o Estádio é mesmo feio: "Podia ser mais redondo, ter umas cores menos chocantes, não tinham de ser pastel, mas algo agradável à vista".

(...)

sentados na escadaria que vai dar à bilheteira, Luís Silva e Tiago Tapadinhas apanham o sol das 17 horas como se de um momento de descanso se tratasse. À pergunta do "T&Q" sobre a beleza do Estádio do Sporting, olham de soslaio uma e duas vezes e, rindo, respondem: "Veio mesmo ter às pessoas certas (...) este baralhado de cores não diz nada (...) o recinto tem muito mau aspecto".

(...)

Luís Silva avalia: "Não são as cores genuínas do clube, as principais, branco, verde e preto, não foram devidamente realçadas e isso tira a beleza toda".

publicado por talequalmente às 13:12
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Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007
André Sardet

Cantor

1. Estádio de Aveiro

2. Estádio de Alvalade
3. Prédios Coutinho
4. Apartamentos Marina de Albufeira
5. Terminal 2 do Aeroporto de Lisboa
6. Desorganização das construçoes em Sesimbra
publicado por talequalmente às 15:12
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Arons de Carvalho

Deputado do Partido Socialista

1. O monumento na A1 em Pombal para assinalar a concretização da ligação por autoestrada entre Lisboa e Porto. A A1 merecia melhor...

2. O IC 19, que esteve demasiados anos sem as actuais obras de alargamento.
3. O centro de Quareira, que todavia está longe de ser o único atentado urbanístico no Algarve.
4. O Centro Comercial Cascais Villa.
5. O Prédio Coutinho em Viana do Castelo
6. O edifício da Segurança Social em Viseu
publicado por talequalmente às 14:50
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Paulo Andrade

Presidente da ArCascais

1. Destruição da serra da Arrábida pelas pedreiras.

2. Desperdício gasto em alguns estádios do Euro 2004, que posteriormente se provou não serem de grande utilidade.

3. O TGV em Portugal, no mundo onde está cada vez mais implantado o low cost.

4. Quarteira - é a imagem do que no Algarve é negativo.

5. Diversas atitudes que levaram ao atraso e aumento substancial do custo do Túnel do Marquês.

6. O monumento ao 25 de Abril.

7. Os lixos tóxicos na Secil, da Serra da Arrábida.

publicado por talequalmente às 14:47
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Adolfo Luxúria Canibal

Vocalista dos Mão-Morta

1. Prédio "Coutinho" - Viana do Castelo

2. Arranjo Urbanístico do "Campo da Vinha" - Braga
3. Espaço Verde "Óasis" - Figueira da Foz
4. Prédio da "Segurança Social" - Viseu
5. Bairro "Carandá" - Braga
6. Edifício dos "Granjinhos" - Braga
7. Novas Urbanizações (é difícil escolher a pior...)
publicado por talequalmente às 13:49
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Fernando Negrão

Vereador do Partido Social Democrata

 

Não se alonga nas escolhas:

1. Estádios do Euro 2004

2. Hotel construído na zona ribeirinha de Lisboa, em Pedrouços.

publicado por talequalmente às 13:38
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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2007
"Ninguém mexe no ninho"

Por Madalena Sampaio

Construído na década de 70, o polémico “Prédio Coutinho”, em Viana do Castelo, é um dos mais votados no concurso “As Grandes Aberrações”. O autarca local, que é a favor da sua demolição, mas os moradores são de outra opinião.

 

Quando se chega a Viana do Castelo, é difícil não reparar no edifício de 13 andares instalado no centro histórico e que tem feito correr muita tinta. Cópias das notícias mais recentes sobre o caso estão até afixadas logo à entrada do prédio. Alegando que a construção desfigura a linha urbanística da cidade, a Câmara Municipal tem tentado demoli-lo, ao abrigo do Programa Polis (lançado em Junho de 2000), para construir, naquele lugar, o novo mercado municipal. Esta pretensão, já com sete anos, conta com a contestação de um grupo de moradores que decidiu avançar para os tribunais, estando o processo, neste momento, suspenso. “As questões estéticas não se podem sobrepor aos direitos das pessoas. Nós vivemos aqui legalmente, o prédio está devidamente licenciado”, sublinha o porta-voz da Comissão de Moradores, Abílio Teixeira.

(...)

“Já estamos habituados a estar aqui”, explica Manuel Lamim, a viver há nove anos no último andar da polémica torre. “Ninguém gosta que mexam nos seus ninhos, nem os pássaros”, exemplifica. “Se há trinta e tal anos nunca embaraçou ninguém, por que é que agora está a embaraçar?”, questiona, por sua vez, a vizinha Diamantina Martins da Silva, 74 anos de idade. Proprietária de uma loja de artesanato e bordados regionais há mais de cinco décadas, lembra-se perfeitamente de quando o prédio foi construído, a poucos metros do seu estabelecimento comercial. “Acho que é estragar dinheiro”, diz, a propósito da demolição. “Eu sou contra deitá-lo abaixo, mas quem sou eu para o dizer?”, acrescenta.

(...)

Terminado em 1975, o edifício recebeu os primeiros inquilinos no ano seguinte. Segundo as mesmas fontes, na altura foi considerado um “bom investimento”, razão pela qual muitas pessoas ali compraram apartamentos. Foi antes da Revolução de 25 de Abril que Fernando Coutinho, natural de Neves (Barroselas), decidiu investir as suas poupanças na construção do prédio, depois de mais de 50 anos de trabalho no Zaire. Aos 90 anos, o morador do 12º andar mostra-se arrependido por ter investido naquela obra, assegura a mulher, Rosa Amélia, 83 anos. Acrescenta que as notícias que têm vindo a público sobre o prédio só têm “tirado anos de vida” ao marido (indisposto no dia desta reportagem). E devido à sua idade avançada, nem faz parte da Comissão de Moradores.

(...)

O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Defensor Moura, concorda que se chame “aberração” ao imóvel. “Fico muito contente por haver uma unanimidade nacional em relação ao ‘Prédio Coutinho’ que é também maioritariamente recusado pelos vianenses”, declarou ao T&Q, citando um inquérito feito durante a elaboração do plano Polis e segundo o qual “dois terços da população indicava uma recusa total daquele prédio que foi construído ilegalmente nos anos de 1973 a 1975”.

Curiosamente, o autarca chegou a morar no polémico imóvel, na década de 80, “durante um ano e meio”, como confirmou o próprio. “Gostei de morar porque a construção protege bem quem lá mora, mas não me senti bem porque sentia que aquilo era recusado por toda a gente e, por isso, mudei-me logo que pude”, sublinhou o edil. “Em Março de 1974, havia instruções escritas do Ministério da Educação, que tutelava as áreas arqueológicas, mandando suspender a obra porque era ilegal. E foi o 25 de Abril, com a distracção das pessoas, que permitiu que aquilo fosse construído”, alegou ainda Defensor Moura. “Não estou a culpar as pessoas que lá moram, que compraram legitimamente os seus prédios”, esclareceu.

Sentado num dos vários bancos do jardim situado mesmo em frente ao “edifício da discórdia”, o vianense José da Costa, que diariamente vem de Portuzelo para ali passar as tardes, diz discordar da demolição, que a seu ver custa muito dinheiro. E conclui: “Não há prédio mais seguro do que este. Nem daqui a 500 anos vai abaixo!” 

publicado por talequalmente às 14:55
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Leonel Moura
Artista Plástico
Segundo Leonel Moura, "em Portugal há tanta coisa feia que é difícil
destacar casos particulares. O reconhecido caos
urbanístico não é só culpa da construção
clandestina, da especulação imobiliária e das
ligações perigosas entre promotores e autarquias.
Muita da construção feita por arquitectos
encartados e promovida por empresas cotadas não é
menos horrorosa. Neste panorama destacaria cinco
exemplos genéricos e dois concretos".

1.  As pontes, na gíria chamadas ironicamente de
obras de arte, nas nossas estradas e
auto-estradas. Nunca se viu tanto matacão tão
bruto e sem o mínimo de sentido estético. Feitas
por engenheiros que pensam mais no cálculo do
betão do que na elegância do género ferem a vista
e a cultura a qualquer pessoa que viaje por Portugal.

2. As rotundas “embelezadas” pela chamada arte
pública. São um perigo para a condução e um
atentado à arte. Promovidas por autarcas sem
cultura estética são realizadas por artistas sem
o mínimo de noção do que é o espaço público. Para
que conste, pois correm alguns boatos sobre o
tema, até hoje só fiz uma única rotunda. Foi em
Cascais e era toda vegetal, relva, arbustos e
pequenas árvores. Era porque foi destruída pelo
actual presidente da Câmara e substituída por uma
nova toda em betão e ferro onde não cresce sequer
uma urtiga. O projecto esteve a cargo de duas arquitectas paisagistas…

3. As esquadras da PSP e da GNR. Cada uma mais
feia e decadente do que a outra são o sinal do
miserabilismo e da falta de cultura da nossa segurança pública.

4. Em Lisboa toda a zona portuária assim como a
linha de comboio de Cascais que cortam o acesso
ao rio. Não se percebe como uma cidade pode
desaproveitar uma situação urbana tão rara por esse mundo fora.

5. As sedes da Caixa Geral de Depósitos por esse
país fora. Muitas delas a armar ao moderno devem
ter sido projectadas em gabinetes em Lisboa sem
uma única ida ao local. São feias e destoam como
uma nódoa de vinho em toalha de linho branco. E
já agora a sede de Lisboa também não é melhor.

6. O Padrão dos Descobrimentos em Belém.
Monumento claramente fascista passa hoje por ter
alguma coisa a ver com a nossa identidade. Não
vejo como. Ao que me contaram José Augusto França
recolheu assinaturas para a sua demolição logo a
seguir ao 25 de Abril. Infelizmente não houve tempo nem coragem.

7. E por fim, embora não goste de dizer mal de um
colega, o conhecido “pirilau” do Cutileiro no
cimo do Parque Eduardo Sétimo é mesmo aberrante.
publicado por talequalmente às 14:04
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Anthímio de Azevedo

Ex-apresentador do "Tempo", programa de informação meteorológica da RTP

Aeroporto de Lisboa:

Muitos querem o aeroporto à porta  de casa... para não prejudicar o turismo.

Londres tem Gatwick   à porta de casa e foi construir Heathrow a  muitos quilómetros.  Paris tem Orly e Le Bourget à porta de casa e foi construir Charles de Gaule ” em Roissi , a muitos quilómetros.  Os aeroportos à porta de casa ficaram, normalmente, para voos internos e com pouco movimento. Genebra  tem Cointrin , longe do centro.  Bruxelas tem Zaventen , longe do centro. Prejudicam o turismo???

São Paulo tem Congonhas e... em Roissi , o último avião Concord , numa descolagem, caiu sobre casas... Lisboa... teve o acidente de Camarate... e já houve aterragens de emergência com problemas que podiam ter sido graves: um matou centenas de aves no porão..., outro, um avião de caça do porta-aviões Roosevelt ”, aterrou a arder...

Um aeroporto dentro da cidade é SEMPRE um risco de acidente grave.

Aeroporto: Em terrenos com obstáculos: Há que demoli-los. Em terrenos alagados, há que consolidá-los. Tudo “a peso de ouro”.  O aeroporto de Banguecoque, Tailândia, em terrenos alagados, consolidados, ia tendo um acidente com um avião mais pesado, porque a pista cedeu. E vem aí os Airbus-380 , para... 600 pessoas a bordo . À média de 60kg por pessoa são 36 mil quilogramas, mais carga, mais combustível, mais avião... E vem os Boeing 777, na mesma ordem de grandeza..

Pistas resistentes para a aterragem destas cargas, em terrenos alagados?.... E o futuro da aviação são os 380 e os 777, enquanto houver petróleo, que se diz não chegar ao fim do século.

Água

Em 2004 , uma revista de divulgação científica incluiu um artigo de quatro colaboradores e, um deles, Hidrologista muito responsável, apresentou uma antevisão “Onde haverá água em 2025”, daqui a 18 anos.  E essa antevisão aponta para que haja problemas graves de falta de água, em 2025: na Ásia, no Norte da China e Manchúria; na Oceânia, Nova Zelândia, Austrália, Tasmânia; na América do  Norte, numa faixa larga do lado de dentro das Montanhas Rochosas, em África, expansão do Sara para todos os lados e Sul de Angola e Namíbia e na Europa, só na Península Ibérica.  Na  América do Sul não haverá problemas.

 Em Portugal podemos já falar de secas mais frequentes, de anos menos chuvosos. O anticiclone dos Açores começa a estar mais frequentemente em posição de bloquear as chuvas para a Península Ibérica, mas a dirigi-la para as Ilhas Britânicas,  Sul da Escandinávia. Poderemos vis a ter retorno para sul, pela Polónia, Alemanha, Europa Central e Leste da França, mas as massas de ar quando chegarem a Espanha e Portugal já não terão água precipitável e talvez não tenham nuvens.

2025.  Que antevisão temos para estações dessalinizadoras (de osmose inversa, para não criar problemas de saturação de sal)?

Alqueva 

Projectado para rega do Alentejo.  Em 1981 e 1983, Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Turquia, colaboraram num projecto chamado MEDALUS ( Mediterranean Desertification And Land Use – Desertificação do Mediterrâneo e uso da terra). Presumia-se, e verificou-se, que o deserto de Sara está a ampliar-se para o sul da Europa. A linha de risco de desertificação, para Portugal Continental, em 1983, passava já a norte do Tejo.  Onde passa agora (?), sem rega do Alentejo e com fogos florestais, na maioria a norte do Tejo.

O projecto de rega está...nas hipóteses.  Nas preocupações está turismo à volta da Albufeira  (que na margem espanhola já funciona). Como vai ficar essa água para rega, em termos de poluição?  Que poluição vai transmitir-se aos aquíferos subterrâneos?  Quanto vai custar ao agricultor um litro dessa água (?)... quando chegue a ser para rega...

E o futuro do Alqueva é... Qualquer carta  de chuva em atlas climatológico mostra que, na bacia hidrográfica do rio Guadiana há, em média , 600 litro por metro quadrado por ano, em Espanha e 700 em Portugal, mesmo na região do Alqueva. Se chover menos em 2025, o que chover vai ficar nas barragens de La Serena e Alandre... em Espanha, no Guadiana.

Energia 

Somos um país fortemente dependente. Vamos recorrer a energias alternativas.

Já estamos a transformar a paisagem num “ouriço” de colectores eólicos, mas de eixo horizontal, que obriga a vários colectores,  para que alguns tenham vento de frente.  Já compramos uma empresa brasileira produtora desse modelo, pelo que vamos ter colectores eólicos de eixo horizontal portugueses.

As “wind farmes” ( herdades de vento) dos Estados Unidos da América estão a ser postas em causa: por poluição ruidosa, por morte de aves migratórias, por morte de morcegos  (centenas por noite) e consequente aumento de insectos.  O problema dos morcegos não nos toca...mas a columbofilia...

 A Organização Meteorológica Mundial tem uma Nota Técnica sobre energia eólica e colectores eólicos e apresenta todos os modelos de colectores, entre eles um modelo de eixo vertical (Darreihus) com menos rendimento mas com a  vantagem de estar sempre a rodar: quatro rodam sempre, mas, nos de eixo horizontal, de doze às vezes não rodam seis.  E, com os de eixo vertical, a passarada vê  “um cone” à sua frente e evita-o, enquanto que nos outros não vê as três pás separadas.  Vantagens e desvantagens: basta consultar na Internet para “eolic colectors”.  Na Califórnia já se está a substituir vários “horizontais” por menos de metade de  “ verticais”.

Ainda energia.

No Algarve  temos, em média, 3 000 horas de sol por ano, ou mais de 8 horas por dia. O máximo de toda a bacia Mediterrânica .  Uma central de energia solar é de rendimento garantido, tanto mais que: se tivermos menos chuva  teremos menos nuvens e, portanto, mais sol.

Mas... a fúria invencível do mar está a destruir a nossa costa. Não temos realizado obras de protecção que ... em verdade, teriam efeito pouco provável.  Vamos despejando areia... que o mar leva logo.

Ondas fortes, são energia potencial forte; são energia alternativa... A nossa plataforma marítima é problemática: pouco larga e a barreira afunda rapidamente.  Mas tem patamares que podem ser explorados.  E a energia das ondas está aí, disponível, mesmo quando possa faltar água para

mais barragens.   Mais barragens... Houve no IST um professor de hidráulica que,  há mais de trinta anos, dizia que “não temos rios para mais barragens!”.  E... parece que vamos ter menos água para rios Mas anuncia-se a construção de mais uma vintena de barragens...

 

Poluição

Precisamos de reduzir a poluição. Precisamos de passar a usar formas de energia menos poluidoras, particularmente por CO2 .  Petróleo, convinha abandoná-lo sem esperar que se acabe.  Mas anuncia-se que Portugal, “um país rico”, vai aplicar uns milhões de euros em prospecção de petróleo ao largo da costa ocidental...

Os nossos rios já estão bastante poluidos, particularmente o Tejo onde já houve variedades de peixes que “mudaram de águas”.  Mas uma entidade “poderosa” constrói um hotel à beira do rio Tejo e uma Câmara “responsável (?)” autoriza...  Para onde irão as descargas poluidoras desse hotel?  Vão construir uma estação de recuperação?  Se sim, fica outro tipo de poluição ambiental à beira do rio.

 

publicado por talequalmente às 13:51
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Miguel Relvas

Deputado do PSD

Para Miguel Relvas "não há integração com a natureza, não há equilíbrio harmonioso, aprovam-se várias coisas que só tornam os nossos espaços cada vez piores, quando o que necessitamos é de equilíbrio, porque o desenvolvimento não tem quer incompatível com o equilíbrio urbanístico".

1.      Torres da Praia da Rocha

2.      Torres de Ofir

3.      Prédio Coutinho

4.      As Olaias

5.      Antigas torres de Tróia

6.      Várias construções na Amadora

publicado por talequalmente às 12:43
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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007
Polémico e estranho "pirilau"

Por Mayra Fernandes

No alto do Parque Eduardo VII, em Lisboa,  está um dos monumentos mais votados nas “Grandes Aberrações” e até lhe chamam o “pirilau”. Mas João Cutileiro, o autor da obra, lembra que “o jacto de água do Lago de Genebra tem uma ejaculação muito maior”.

Quem sobe o Parque Eduardo VII e se coloca ao lado do Memorial ao 25 de Abril tem uma vista privilegiada de uma Lisboa de mamarrachos e maravilhas, onde não ouve o bulício da cidade, nem as buzinas que soam na rotunda do Marquês de Pombal mais abaixo. Os turistas perdem-se de amores pelo jardim que desce até à rotunda e no panorama têm o Castelo e o rio a tentarem contrariar qualquer monstruosidade. Mas ninguém se apercebe do monumento que muitos consideram uma das coisas mais feias de Portugal.
Adjectivada de todas as formas, “pirilau” é, no entanto, a designação mais comum a que João Cutileiro já está habituado e “até acha graça porque é sinal de que há uma grande carência de pirilaus neste país. Perante as dúvidas do povo em relação à mensagem que o memorial pretende passar, o escultor não diz palavra, considera que a peça representa-se a si mesma e revela um certo desconforto em relação aos outros escultores que falam sobre o que fazem.
(...)
Idalina Sousa tem uma banca de panos e toalhas tipicamente portugueses, está aqui há cinco anos e não entende o memorial. Nem ela nem as pessoas que passam de visita e que “perguntam sempre o que é isto”. Para a vendedora podiam ter feito “uma coisa melhor neste sítio, porque isto não diz nada, nem aqui, nem noutro lugar”. Dos turistas que a indagam sobre o memorial, os espanhóis são os que gostam mais, “mas os ingleses e os americanos não, principalmente quando dizemos que lhe chamamos ‘pirilau’, ficam escandalizados”, explica.
Enquanto compra uma toalha com o Galo de Barcelos no padrão, Virgínia Gomes de Castro elogia o lugar, a praça, a vista, que são “belos, mas o monumento é bruto”. A arquitecta brasileira veio conhecer Portugal e ficou maravilhada com o Botero. Já o memorial não corresponde ao pedido que foi feito: “Está escondido, é pequeno e quando chegamos perto vemos que é feio, parece uma peça brutalista, mal acabada, sem leveza nenhuma”.
(...)

A obra que à primeira vista pode parecer apenas um amontoado de pedras sem significado também suscita outras interpretações: “No meio está o suporte (Portugal) e à volta estão cinco hastes, representando possivelmente a ex-colónias em África que dependiam de Portugal”. Esta é a explicação dos italianos, Laura e Giovanni, que estão em Portugal pela primeira vez e ficaram surpreendidos com o nome popular do monumento. Laura é estudante de arte e considera importante ter algo “novo a que se pode dar um significado e ter algo anterior a isso, a mistura dos dois é muito boa para a cultura do país”.

(...)

O autor afirma que a estátua “não foi feita para se gostar ou não”, contrariando a posição da maior parte das personalidades contactadas pelo “T&Q”.
Aos 70 anos, João Cutileiro recebe bem a crítica e quando questionado sobre como reagiria se soubesse que uma das suas obras foi sugerida no programa escolar dos alunos de Arte responde que o País “é de gente envelhecida, não tem grandes estudos sobre criadores anteriores”, por isso, não acredita que alguma coisa sua possa ser estudada num plano curricular.
....
publicado por talequalmente às 13:30
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Isaltino Morais

Presidente da Câmara Municipal de Oeiras

1. Agora que se acabou o tempo das passagens administrativas, o chumbo de Saldanha Sanches na tese de doutoramento, confirma que há muitos que sabem falar sem saber do que falam.
 
2. Aberração democrática e sem ética jornalística que representa o jornal Sol, onde o marido da assessora de imprensa do dr. Marques Mendes gosta de fantasiar sobre os perseguidos políticos do futuro ex-líder do PSD.
 
3. Numa cidade de mobilidade caótica e onde muitos túneis nunca serão suficientes, a novela do túnel do Marquês mostra bem como anda a política portuguesa.
 
4. A pobreza de ideias da última campanha para Lisboa onde, a principal bandeira da 3ª força política mais votada, resumia-se ao estancamento da sangria das empresas de Lisboa para Oeiras. mas até em Lisboa eles só pensam em Oeiras?
 
5. As lágrimas de Portugal vertidas pela erosão da sua costa litoral quando seria tão fácil prevenir o que ninguém conseguirá remediar.
 
6. Ausência de regulamentação da rede natura e da reserva ecológica nacional que vê os anos a passar sem o ambiente melhorar.
 
7. A falta de ética e de credibilidade de alguns políticos, que não entendem que quem as tem não passa a vida a falar delas.
publicado por talequalmente às 13:20
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Teresa Caeiro

Deputada do CDS-PP

1.      Caos urbanístico na cidade de Lisboa
2.      Av. da Liberdade – cacofonia arquitectónica
3.      Av. da República – discrepância entre edifícios
4.      Atentados urbanísticos e ambientais ao longo de toda a costa portuguesa – falta de ponderação e equilíbrio que a deixou irremediavelmente estragada.
5.      Falta de um princípio de harmonia nas construções (não se trata de impor uma filosofia estética única como nos Estados totalitários, mas definir um critério que não permita choques arquitectónicos tão evidentes)
publicado por talequalmente às 13:09
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Carlos do Carmo

Fadista

Não tive a presunção de fazer isto em relação ao País, mas apenas a Lisboa.
1.      Largo do Martim Moniz
2.      Acesso terceiro mundista ao Estádio do Benfica
3.      Exterior (não confundir com o interior) do Estádio do Sporting
4.      O Intendente
5.      A degradação dos bairros antigos da minha cidade que são parte da sua alma
6.      O “fantasma” do Parque Mayer
7.      “As obras de Santa Engrácia” do cais das colunas
publicado por talequalmente às 13:06
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"Viver na Alta de Lisboa" é o nome do blogue bem informado desta seman que diz tudo.

Praia da Rocha
Aeroporto da Ota
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Av. da Liberdade em Lisboa

Construção desordenada na Costa da Caparica
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